PARAÍSO E SOLIDÃO
É alta madrugada.
Estou na rua, em frente a minha casa,
E me dou conta da beleza da noite.
Não é só a noite, mas o universo que se apresenta,
Quando o mundo se recolhe.
O silêncio invade as ruas, toma conta da cidade.
Descubro a beleza das formas na penumbra.
Percebo a grandiosidade do céu ornado de estrelas,
O suave aroma das plantas.
Sinto o grande vazio que revela a minha presença.
Não há sons, barulho de passos,
Só a paz que inunda a minha alma.
Estou num paraíso, onde tudo é belo,
Onde tudo faz sentido,
E enquanto me entrego a essa abstração,
Minha mente e minha alma mergulham fundo no abismo.
Foi numa noite assim,
Há milênios, em outro paraíso,
Que o homem se sentiu feliz, mas só.
A noite também chegou
E os pássaros de dois a dois ou em bandos
Procuraram seus ninhos.
Os animais buscaram suas tocas, sempre em par.
O silêncio tomou conta de tudo.
Só o homem, em meio à criação, permaneceu de pé,
Reinando na paz do Paraíso.
Mas estava só.
De repente, mãos suaves seguraram as suas,
E o conduziram para o seu abrigo.
Não estava mais só.
No abismo de meus pensamentos,
Em meu paraíso, em meio a escuridão e paz da madrugada,
Sinto-me desprendido da matéria
E tenho medo de me perder da realidade.
É neste momento que sinto mãos delicadas se prenderem às minhas,
E uma voz suave murmurar em meus ouvidos:
- Já é tarde...Venha para casa.
É alta madrugada.
Estou na rua, em frente a minha casa,
E me dou conta da beleza da noite.
Não é só a noite, mas o universo que se apresenta,
Quando o mundo se recolhe.
O silêncio invade as ruas, toma conta da cidade.
Descubro a beleza das formas na penumbra.
Percebo a grandiosidade do céu ornado de estrelas,
O suave aroma das plantas.
Sinto o grande vazio que revela a minha presença.
Não há sons, barulho de passos,
Só a paz que inunda a minha alma.
Estou num paraíso, onde tudo é belo,
Onde tudo faz sentido,
E enquanto me entrego a essa abstração,
Minha mente e minha alma mergulham fundo no abismo.
Foi numa noite assim,
Há milênios, em outro paraíso,
Que o homem se sentiu feliz, mas só.
A noite também chegou
E os pássaros de dois a dois ou em bandos
Procuraram seus ninhos.
Os animais buscaram suas tocas, sempre em par.
O silêncio tomou conta de tudo.
Só o homem, em meio à criação, permaneceu de pé,
Reinando na paz do Paraíso.
Mas estava só.
De repente, mãos suaves seguraram as suas,
E o conduziram para o seu abrigo.
Não estava mais só.
No abismo de meus pensamentos,
Em meu paraíso, em meio a escuridão e paz da madrugada,
Sinto-me desprendido da matéria
E tenho medo de me perder da realidade.
É neste momento que sinto mãos delicadas se prenderem às minhas,
E uma voz suave murmurar em meus ouvidos:
- Já é tarde...Venha para casa.

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