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sexta-feira, 23 de junho de 2017

O PESADELO
O corpo banhado em suor, o coração ofegante,
Sentado à cama, confuso e assustado,
O quarto em semi-penumbra e a sensação de uma presença macabra,
Tiraram-lhe o sono e lhe infundiam terror.
Mil coisas passavam em sua mente,
Tentando explicar aquela experiência horrível.
Sabia que fora um pesadelo...
Mas por que então o medo persistia?
Por que continuava sentindo a presença do mal?
Tudo começara quando fechara os olhos e o sono começava a chegar.
Mas com o sono o pressentimento de algo maligno também.
Sentiu uma corda se envolvendo em seu pescoço,
E iniciou uma luta desesperada para se libertar.
Sabia que era um sonho...mas havia algo mais...precisava acordar...
Num ímpeto, se virou na cama e puxou o lençol que o asfixiava.
Já acordado, não conseguia se livrar do medo.
E com essa sensação desagradável foi sendo vencido pelo cansaço.
Assim que as pálpebras se fecharam, sentiu-se paralisado,
E novamente a presença estranha que gelou seu sangue.
Queria acordar, tentava gritar, se mexer, mas não conseguia.
Havia alguém sentado ao seu lado esquerdo, que lhe falava sons incompreensíveis,
E lhe transmitia terror profundo e demoníaco.
Estendeu a mão para o lado, sabendo que era uma ilusão,
Mas ali estava ele, frio como o gelo.
Aterrorizado lutou para acordar, revolveu-se na cama,
E voltou à consciência trêmulo e fatigado.
Estava com muito medo, não queria mais dormir,
Pensara em se levantar, mas enquanto assim planejava,
Outra vez o sono foi mais forte e seus olhos se fecharam.
A paz foi por poucos instantes.
A mesma figura demoníaca voltou a aparecer, agora do lado direito,
Estendeu as mão sobre ele, e quase colado em seu ouvido,
Vomitava sons cavernosos e ininteligíveis.
Sentiu sobre si o peso de um braço pesado,
E pior que isso, a sensação de um ser maléfico e sobrenatural.
Reuniu todas as suas forças, tentou gritar se levantar,
E finalmente, com um grito, se ergueu.
Estava acordado. Mas o ser diabólico ainda estava presente.
O horror ainda dominava sua mente.
Lembrou-se então do Bem Supremo...
Refugiou-se nesse pensamento
E ergueu o coração aos céus numa prece de socorro e paz.
O sono benfazejo chegou e com ele a serenidade.
As trevas do mal permanecem em estado latente,
Tentando atemorizar almas incautas
Mas a Luz do Bem está sempre presente
E com seus raios benignos dispersa a escuridão.

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