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quarta-feira, 11 de abril de 2012

A ROSEIRA E OS IRMÃOS



Certa vez dois irmãos cortejavam a mesma moça. O primeiro era bonito e popular. O segundo, embora simpático, não possuía os dotes físicos do primeiro. A jovem havia prometido se definir por um dos dois, após receber de cada um uma lembrança.
O primeiro irmão vestiu-se com elegância, foi ao jardim de sua casa para colher uma braçada de rosas e em seguida oferecê-la à jovem. Com pressa levou as mãos aos galhos da roseira para assim tirar as rosas. Com um grito de dor retirou as mãos rapidamente, arranhadas e ensanguentadas pelos espinhos. Lívido de raiva pegou uma estaca do jardim e com ela bateu repetidas vezes na roseira, amassando e quebrando diversos galhos. Depois de tratar dos arranhões, dirigiu-se a uma casa de plantas e comprou um vaso de violetas, para substituir as rosas. Em seguida apresentou-se diante da jovem, a qual preocupada lhe perguntou sobre os ferimentos. Em tom de bravata contou a sua pequena aventura, pensando estar impressionando.
Depois de alguns minutos de prosa, despediu-o afiançando que no dia seguinte daria uma resposta.
Algum tempo depois chegou o segundo irmão e lhe ofereceu um lindo buquê de rosas Em seguida desculpou-se pelo atraso, porque havia tido um pequeno contra tempo. Curiosa, ela quis saber o que acontecera, e ele passou a narrar:
- Antes de vir ao seu encontro, passei pelo jardim de minha casa, para colher algumas rosas para você. Vesti luvas, peguei a tesoura de poda e fui até à roseira. Qual não foi o meu espanto quando encontrei a roseira amassada, com alguns galhos quebrados, em péssimo estado, Usando de uma estaca que estava no chão, levantei-a, fixei seu tronco, cortei os galhos quebrados e deles colhi as rosas que lhe trouxe. .Só depois que vi a roseira em bom estado é que vim lhe ver. Desculpe-me pelo atraso.
No dia seguinte os irmãos vieram ver a moça. O primeiro irmão e todos os que sabiam da decisão que ia ser tomada, não tinham dúvida: O escolhido seria o mais bonito.
Contrariando as previsões a jovem escolheu o segundo. Quando lhe perguntaram o motivo de sua escolha, ela respondeu:
- A mulher é como uma flor. Precisa de um jardineiro, gentil, zeloso e de bom caráter, para a proteger de seus espinhos . .

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