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segunda-feira, 25 de julho de 2011

ERA UMA VEZ

Era uma vez um Município chamado Esperança, um Estado chamado Corrupção em um País de nome Anarquia

Nesse País de faz de conta, os políticos só procuravam o seu próprio enriquecimento enquanto o povo, principalmente o mais pobre, em torno de 70% da população, lutava apenas para sobreviver.

Os impostos recebidos eram os mais caros do mundo. Mas desapareciam nas obras faraônicas, nas comissões, nas propinas e nas percentagens. O superfaturamento era muito comum. Era só cobrir com notas fiscais.

No Município Esperança, como nos demais Municípios, o povo só vivia da esperança. Esperavam um Messias, que quase sempre se mostrava oportunista e aproveitador.

Só se fazia obras suntuosas, pois só nelas havia o jeitinho de se tirar proveito.

Obras sociais eram raras, pois essas obras levariam o povo a conhecer melhor seus direitos e não se contentariam com migalhas.

Faziam-se obras de Hospitais e Postos de Saúde. Mas não se contratavam médicos e equipe de enfermagem suficiente, nem se pagava bons salários.

Faziam-se Escolas. Mas os salários dos professores eram mínimos e por isso o ensino era péssimo,

Faziam-se ruas e estradas para os carros. Mas faltavam praças, jardins, áreas esportivas e qualquer investimento na vida social e esportiva do cidadão.

Os maios de transportes eram caros, insuficientes e precários.

A segurança estava nas mãos de milícias.

Não se investia em cursos profissionais, pois isso faria o cidadão independente.

Os administradores e políticos eram senhores do povo, intocáveis, entrincheiravam-se em seus gabinetes luxuosos, e não servidores públicos.

A esperança do Município esbarrava na corrupção geral e se desmanchava na anarquia.

Mas tudo isso é ficção, é faz de conta!

A verdade sobre o Município, o Estado e o País em que vivemos somente você que está lendo, nesse momento, pode avaliar.

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