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terça-feira, 15 de novembro de 2016

SENSIBILIDADE POÉTICA
O que sente a alma poética? Que sentimentos lhe amoldam o coração?
Ora ri, ora chora; ora canta, ora grita.
Em doces palavras discorre sobre o amor;
Em lágrimas frias proclama a solidão;

Em seus versos geme a saudade,
Sofre de um amor não correspondido,
Em seus versos vibra a paixão,
É vida que jorra, além dos sentidos.
Será o poeta um fingidor?
Como disse um grande poeta,
Que apenas finge a dor,
Que não sente?
Para a alma poética não há limites. É sã ou lhe falta juízo.
Mas que importa, se deixa a alma livre,
E se em seus cantos, cavalga as nuvens
Indo dos abismos ao paraíso?
O poeta interpreta a tristeza e a alegria.
Faz da dor alheia, a sua dor;
Da paz e felicidade que outrem irradia,
Seu cântico de glória e de amor.

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