INSEGURANÇA ECONÔMICA E FINANCEIRA
O País atravessa uma fase difícil
que só pode ser mudada, a médio e longo
prazo, se for implementada uma nova política econômica e financeira, tendo a
frente pessoas altamente qualificadas e havendo vontade política. Nisso reside
o problema, pois a história prova que Países que adotam posturas socialistas,
como Cuba e Venezuela, não são capazes de produzir riqueza, visam apenas
instalar o caos, para justificar as ditaduras de esquerda. E depois de
instalada a ditadura criam duas classes: o povo, vivendo na miséria e a classe
dominante vivendo na opulência. É o caso desses dois países citados e de todos
aqueles que emergiram da queda da cortina de ferro soviética. Infelizmente o
Brasil caminha a passos largos para essa situação. Atente-se para o que está
acontecendo com a indústria, o comércio e a prestação de serviços, devido a
falta de confiança na política atual e aos maus resultados que ela tem apresentado: A indústria automobilística está com uma queda de 30% na
produção, devido a mesma queda na
comercialização. Isso produz desemprego em grandes proporções; desempregados
consumem menos, em todas as áreas, o que causa um efeito em cascata em toda a
cadeia econômica e financeira do País. Em outras áreas acontece o mesmo, como na construção
civil, onde se constrói menos, vende-se menos ainda e tudo com mais desemprego. O comércio tem detectado um
retrocesso imenso, onde as pequenas e médias empresas que são responsáveis por mais de 50% dos empregos
gerados, devido à queda nas vendas, têm fechado da noite para o dia, e as que
resistem funcionam no vermelho. E o resultado é
mais desemprego. Na prestação de serviços, tomando por base os
escritórios de corretagem e advocacia, não é diferente a situação: enorme quantidade de imóveis à venda, por
preços acima do normal, pelo medo dos
vendedores de perderem dinheiro, ante a insegurança reinante, compradores com capital só comprando se houver preços baixos,
pelo mesmo motivo, o que inviabiliza o mercado; escritórios que tem como base de
seus serviços a realização de inventários, usucapião e divórcios vêem os
tomadores de serviços recuando, cada vez mais, já que tais serviços não são de
importância vital e poderão ser feitos
em outra ocasião. Isso porque a população está com medo de gastar, de um lado,
e sem meios de gastar, de outro, ante a incerteza reinante. É por não se ver
uma luz no fim do túnel que o povo está
assustado e clamando por intervenção militar constitucional, como a que
houve em 1964, já que os depostos
daquela época são os mesmos que agora
estão no poder repetindo-se na História. Não sabemos que rumo
tomará o País. Pode ser até que o Congresso, numa atitude patriótica, na qual
ninguém mais acredita, proceda ao Impeachment. O Brasil precisa de uma diretriz
rápida e competente para se evitar a
anarquia que se aproxima. Pouco se pode esperar de nossos políticos que são
considerados os mais corruptos do mundo. Será preciso reeditar as Marchas da
Família que em 1964 levaram milhões às ruas?
Provavelmente sim! Mas
depois será preciso que o cidadão
entenda que se “todo o poder emana do povo”, necessário se faz que “em seu nome
seja exercido”, e jamais será se continuarmos entregando o País nas mãos de inimigos da Democracia e do
Cristianismo.
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