CAOS
Crianças choram de fome. Idosos se curvam sob o peso do
desânimo.
Homens e mulheres , inutilmente, buscam trabalho para se
manter.
Nos semáforos, meninas e meninos buscam uma esmola para ter
o que comer.
Os lixões são revirados na esperança de se encontrar algo de
valor.
Os restos dos mercados são disputados para se aproveitar legumes e frutas, antes
que apodreçam de todo.
Multiplicam-se nas ruas os vendedores de água, biscoito e
balas, e tudo o mais que lhes dê chance de sobreviver.
Milhares e milhares de crianças vivem nas ruas, sem um teto
ou família.
As favelas crescem assustadoramente, sem mínimas
condições de habitação.
Por causa da miséria o crime
se alastra, batendo à porta dos poderosos.
Muros e condomínios são levantados, todo o dia, para separar
a pobreza da opulência.
Os hospitais cada vez atendem menos e de forma humilhante.
A violência cresce e põe em risco a sociedade falida.
As autoridades se entrincheiram em seus gabinetes luxuosos, surdas aos
clamores públicos, defendendo apenas os seus privilégios.
A segurança e a justiça já não existem.
Chegamos ao fim? Ainda não!
Ainda há muito a sofrer, até que o homem se volte definitivamente para Deus, para suas
Leis e Decretos e assim possa refazer o mundo que destruiu, por orgulho,
prepotência e desobediência.
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