O CAOS DE ONTEM E O DE HOJE
O mundo, então, era um caos: Nações dominavam Nações. Os povos vencidos se tornavam escravos dos povos vencedores; o povo era pobre e oprimido e os poderosos faziam suas próprias leis; as mulheres eram propriedade dos homens; não haviam hospitais ou escolas ou qualquer atendimento médico para as massas; sem ter a quem recorrer em suas aflições, os homens criavam deuses, na esperança de serem socorridos; não haviam escolas para a população, só para os ricos; as pessoas nasciam, viviam trabalhando arduamente para sobreviver e morriam pobres; a justiça era aplicada pelos poderosos em seu próprio proveito. A dignidade humana era ignorada. O mundo era dominado e dirigido pelos fortes que não se importavam com os gemidos da maioria desafortunada.
Foi em meio a esse caos que surgiu um homem pregando a paz, a fraternidade, o amor e a reconciliação. Fez-se respeitar e ouvir não só pela pregação, mas pelos milagres e prodígios que realizava. Deu de comer a quem tinha fome, dignidade a quem não mais acreditava em nada, certeza da existência de um Deus que se importava e que daria a recompensa aos bons e o castigo aos maus e a garantia de que o mundo seria herdado pelos mansos e humildes. Declarou-se Filho de Deus e revelou que seria crucificado pelos poderosos mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Crucificado, ressuscitou. E então começou um novo tempo, que foi modificando, gradativamente o mundo antigo. Hoje são bilhões os que se dizem cristãos. Dois mil anos após, apesar das maravilhas que o Cristianismo trouxe para o mundo, os homens começam a fazer um retrocesso rumo a barbárie e ao caos de antes. A voz de Cristo já não ecoa nos corações e a mansidão e humildade, sinais da presença do amor começam a desaparecer. Os ensinamentos de Cristo são questionados e substituídos por leis antinaturais
e perversas. Em toda a parte aumenta o número dos marginalizados e desafortunados e as classes dominantes ignoram, como outrora, os gemidos dos aflitos. Drogas, prostituição, ódio, guerras, desemprego, doenças, pedofilia, homossexualismo, estupros, abortos e a cultura da morte se espalham pelo mundo. E os homens já não procuram mais a Deus, construíram seus próprios ídolos.
É verdade que o homem Deus virá outra vez. Mas dessa vez será para colher. Da primeira vez foi para plantar. É Cristo quem pergunta: Haverá homens de fé quando eu voltar? O mundo estará habitado pelos mansos e humildes?
Haverá ainda quem se preocupe com essas questões ou aqueles que as trazem a tona continuarão clamando no deserto?
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