ORGULHO
HUMANO
Fico observando
os homens e a sua grandeza,
Que fazem questão
de ostentar,
E
imagino até onde isso
os levará.
Revestidos
de Togas e
Uniformes vistosos,
Sentados em
tronos destacados da
plebe,
Proferindo discursos
e sentenças,
Presunçosos de
seu poder,
Criando normas e subvertendo os princípios
morais,
Como se
fossem deuses.
Para eles
tudo é subjetivo e pode
ser mudado a seu critério.
Não mais
os critérios da sociedade
cristã,
Muito menos os
princípios éticos que
herdamos de nossos pais.
Inventaram o mundo
só dos homens,
Que prescinde de
Deus e de suas normas.
Fico imaginando Deus em
sua glória,
Cercado de anjos e de
santos,
Vivendo a perfeição,
E
olhando para este
minúsculo planeta
E
dizendo outra vez:
-Eles querem
ser como nós.
Será este o
destino da humanidade? Tentar ser Deus?
Precisaremos voltar
à barbárie para nos darmos conta
de nossa pequenez?
Nossos deuses
humanos não compreendem que são
finitos,
E
que em breve serão pó,
sendo consumidos,
Eles e suas garbosas
roupas, pelos vermes?
Até quando a
humanidade anunciará a morte de
Deus,
E
o endeusamento dos homens?
Somente o endeusamento
de alguns, pois a maioria é instrumento
de manobra.
Fico imaginando se
Deus ri desses insetos pomposos,
Ou
chora pelo destino dos sem
voz.
Mas certamente sua Justiça alcançará a todos.
E aqueles que
agora riem e se
deleitam
Irão chorar por seus desmandos,
Enquanto os
pequeninos finalmente encontrarão a
glória.
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