A
PROVIDÊNCIA
Como é frágil a criatura humana.
Sua vida é como um pequeno barco ao sabor das ondas. Às
vezes se parece com a pluma que solta do
arbusto oscila ate se perder no chão.
Como é breve a vida. Assemelha se ao sol que nasce, pela
manhã, radiante, e que se põe melancolicamente, ao fim da tarde.
Com toda essa fragilidade e brevidade, o homem torna ares
de fortaleza e eternidade, vivendo como se tudo dependesse de sua vontade. Faz
planos, constrói ideais, acumula riquezas, crendo-se todo poderoso.
Surgem os reveses da vida, os planos esvanecem, os ideais
desmoronam, como um castelo de cartas, e as riquezas se vão na corrente das
dividas.
E tudo o que foi pensado sem Deus, desaparece da noite
para o dia, deixando o amargo gosto da impotência.
Quando todos os sonhos são construídos sobre essa base
movediça que é a presunção humana, quando achamos que tudo depende de nós e de
nossos esforços,quando não pomos nossa confiança na providência divina, a efemeridade
é a tônica de nossos projetos. As forças se esvaem a cada queda e não temos
onde buscar auxilio.
Ao contrario, quando confiamos em Deus e nele depositamos
nossos ideais, até mesmo as derrotas são provisórias, e pela fé reencontramos o
caminho da vitoria.
Enquanto, para os homens de fé o mundo toma, Deus provê e
jamais os abandona em suas aflições.
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