FANTASIA
Qual o limite entre a fantasia e
a realidade?
Haverá uma linha divisória que
indique onde termina uma e começa a outra?
Talvez haja uma variação muito
grande, dependendo da idade, da educação e da estabilidade emocional das
pessoas. Mas sabemos que é no início da adolescência onde esse limite mais se
acentua.
As crianças, via de regra, vivem
num mundo próprio, diferente do mundo
dos adultos. Elas acreditam em seres e coisas que para nós não existem. Ou será
que existem e perdemos a condição de conviver
com essas fantasias? (ou realidades)
Os brinquedos, nas mãos de
crianças, tomam vida. Os amigos invisíveis ( para nós) são companheiros diários
com os quais elas conversam com a maior
naturalidade. O papai Noel é um grande amigo, acreditam e vêem seus anjos e
temem as bruxas. Mas se sentem sempre
seguras, pois papai do céu as protege. Elas olham para o céu, de dia ou à noite, e se divertem com as mais
diversas figuras que só elas conseguem ver. Elas crêem sobretudo no Bem e por isso têm sempre
super heróis em suas fantasias. ( ou
realidades?)
De repente, suas vidas começam a mudar. É quando tem os primeiros
choques com o mundo dos adultos. Às
vezes são choques traumáticos. A passagem da infância para a adolescência
deveria ser tratada e guardada como se cuida de um grande tesouro. Isso para que a criança não perca seus valores que
são seus pontos de referência. A psicologia nos ensina que os adultos mais bem
formados são aqueles que tiveram grande convivência com suas fantasias e durante o período de transição
etária não foram contaminados pelas
irreverências do mundo.
Onde estará mais presente a
verdade? Na fantasia das crianças ou na realidade dos adultos?
A única coisa que eu sei é que só alcançaremos a Fantasia
Eterna se nos tornarmos iguais aos pequeninos. (J.C.)
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