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sexta-feira, 3 de agosto de 2012


                                           C O R R U P Ç Ã O


Longe se vai o tempo da pureza  das intenções. Hoje, tudo que se faz é pensando em vantagens, se não  para agora, mas, com certeza para mais adiante.
Sempre me perguntei por que se gasta tanto em campanhas eleitorais, se tais importâncias jamais serão ressarcidas com o simples salário do político eleito. È um simples cálculo aritmético:  em quatro anos de mandato   se ganha bem menos do que se gasta na campanha.
Sempre me perguntei também, por que não existem, via de regra, políticos pobres. E nem todos eram ricos antes de eleitos. Não era o caso do Ministério Público e o Tribunal Eleitoral estarem mais atentos?
Pergunto-me, por que se demora tanto a fazer Justiça como nos casos das maletas de dinheiro, das gravações de flagrantes, das ligações de políticos com contraventores, corrupção de Ministros, políticos e até de presidentes.
Alguém acredita que tais pessoas são bem intencionadas? Ou buscam apenas vantagens?
Mas a corrupção não é apenas dos grandes. Até os pequenos, em época de eleições, se alugam por cerca de três meses, para perceber quantias que variam de R$300,00 a R$600,00, fazendo campanha para políticos inidôneos. E a compra de voto na boca de urna?
Se existem corruptores é porque existem pessoas querendo ser corrompidas para levar vantagens.
Vivemos num mar de corrupção. As pessoas que possuem poder,(há exceções) usam de seus cargos para enriquecer e garantir seus interesses mesquinhos.
Embora o mundo esteja preanunciando escassez de água, nossos políticos nada fazem para proteger  nossas florestas e mananciais. Muito ao contrário, se unem para permitir atividades predatórias, como no caso do Lixão,,no Município de Seropédica, sobre o segundo maior aquífero, o de Piranema, no Estado.
Por que será que se investe tanto em Olimpíadas, Encontros nacionais e internacionais, Copas em todas as modalidades, e se investe tão pouco na educação, principalmente a profissional?
Talvez, somente talvez, porque um povo capaz de se prover, não seria tão facilmente usado.
Será mais fácil acreditar nas boas intenções dos políticos, quando não existirem mais milhões de menores de rua; quando houver empregos à disposição de todos; quando o problema da habitação for resolvido; quando educação e saúde não for privilégio; quando não houver um  quarto poder  dominando as ruas das cidades e disseminando insegurança e quando, finalmente política voltar a ser a arte de organizar a sociedade de forma igualitária e não com benesses para alguns.
Chegaremos lá? Acho que sim! Afinal, Deus existe!

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