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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

IDADE MÉDIA E IGREJA CATÓLICA

CONTRIBUIÇÃO DA IGREJA


Assim como os Bispos e Papas tiveram uma grande importância para preservação da cultura, dos valores ocidentais e da própria sobrevivência, também os Mosteiros, com seus Monges e Padres, foram de valor preponderante para o desenvolvimento das artes, agricultura, comércio, indústria, educação e saúde.
No ano de 539, São Bento compôs a Regra dos Beneditinos, baseada na Busca do Reino de Deus e da sua Justiça. Viviam para a oração, estudos teológicos e filosóficos e para o trabalho. O desenvolvimento da agricultura na Europa sõ foi possível graças a atuação dos Monges. Henry Goodel, presidente da Faculdade de Agricultura de Massachussets, atribui a eles a salvação da agricultura, quando ninguém mais poderia fazê-lo. T. Woods, assevera que graças a eles a Alemanha se transformou num frutuoso País.
Os Mosteiros tinham uma escola de agricultura para toda a região onde estavam.
O historiador francês François Guizot, do século XIX, confirma que “ os monges beneditinos foram os agriculturistas da Europa; desenvolveram-na em larga escala, associando a agricultura com a oração.’
Os historiadores são unânimes em afirmar que onde os monges chegavam se desenvolvia a agricultura, a pecuária, e apicultura entre outros, pois faziam de seus mosteiros Escolas para todos.
Foi o monge Don Perignon da Abadia de S. Pedro que desenvolveu a Champanhe, através da experimentação com mistura de vinhos. Foram pioneiros na produção de vinho.
O Mosteiro Cisterciense de Claraval na França tem um registro do século XII, que fala sobre o uso da energia da água, em todos os Mosteiros, para mover suas fábricas. Cada Mosteiro tinha uma fábrica, e a água movia as máquinas das várias indústrias localizadas neste local.
Os monges trabalhavam a metalurgia, usavam as cinzas de seus fornos como fertilizantes. Trabalhavam na mineração do sal, chumbo, ferro, alumínio, mármore, vidro e pratos de metal, havendo sua criatividade se espalhado por toda a Europa.
Foram eles,no século XI, através do monge Eilmer, que voaram mais de 600 pés com um planador. O primeiro livro a descrever a física e a geometria de um artefato voador, denominado Prodromo Allá Arte Maestra é do Pe. Jesuíta Francesco Lana Terzi,” o pai do avião”. Em 996 o Papa Silvestre II construiu o primeiro relógio de que se tem recordação. Os monges Petter Lightfood e Richard de Wallingford construíram relógios, no século XIV, em funcionamento, o primeiro no Museu de Ciências de Londres e o segundo confiscado por Henrique VIII, podendo prever eclipses lunares.
É grande o número de Padres cientistas e professores na idade média. Pode-se citar no campo da matemática e da ótica, Roger Bacon, na medicina, os monges de São Benigno, em Dijon, São Alberto Magno, que foi professor de S. Tomás de Aquino, era renomado naturalista, físico, metafísico, biólogo, psicólogo, etc. O Dicionáry of Scientific Biography o aponta como um dos mais famosos precursores da Ciência Moderna na Alta Idade Média.
O Pe.Nocolaus Steno ( 1638-1686) é o pai da estratigrafia, e foi o primeiro a afirmar que a história do mundo podia ser recuperada das rochas. O primeiro livro de estratigrafia no mundo foi escrito por ele e foi denominado de “Princípios de Steno”.
A maior parte dos cientistas, na idade média, eram Padres. Thomaz Woods(2005) mostra em seu livro que os grandes historiadores da ciência, tais como A.C. Crombie e David Lindeberg, concluíram que a Revolução Científica tem um grande débito com a Igreja. Eis alguns exemplos: Pe. Nicholas Steno, chamado de “o pai da geologia”; o “pai da egiptologia foi o Pe. Athanasius Keicher; quem primeiro mediu a taxa de aceleração de um corpo em queda livre foi o Pe. Giambattista Riccioli; o “ pai da moderna teoria atômica foi o Pe. Robert Boscovith; a sismologia, estudada a fundo pelos Jesuítas passou a ser conhecida como a “ciência Jesuística; trinta e cinco crateras da lua foram nomeadas por cientistas e matemáticos jesuítas.
Com a queda do Império Romano no século V, a herança literária foi preservada pelos monges da Igreja Católica. Escritores como Reginald Grégoire citam os benefícios proporcionados pela Igreja à Europa, ou sejam: uma rede de fábricas; centros de criação de gado; centros de educação e de fervor espiritual;agricultura; Universidades; Hospitais. Por isso os beneditinos são chamados de “ Os Pais da Civilização Européia”.
Na realidade a idade média não pode ser chamada de idade do obscurantismo, mas por tudo que significou em todas as ciências, pode e deve ser chamada de idade da Luz, em face de sua recuperação ante as invasões bárbaras, graças à única Instituição que socorreu a Europa: A Igreja Católica.
(Fonte: F.Aquino-2008)



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