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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

POLÍTICA E LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS

Quem são nossos políticos? Deveriam ser pessoas com uma história comunitária, vindos lá dos trabalhos de Bairro, nos clubes populares do futebol dos fins de semana, das lides das Associações e Conselhos, enfim, pessoas nascidas e criadas no meio do povo. Tais pessoas conhecem na pele os problemas que afligem a população. Caminham nas estradas e ruas sem asfalto, sem rede de esgoto, tropeçam nos buracos, correm para pegar o ônibus ou Van, que não trafegam à noite, são assaltados em plena luz do meio dia e não conseguem consulta no hospital nem médico no Posto de Saúde. Por mais que lutem e trabalhem não conseguem dar à família uma vida social, pelo menos razoável. Contentam-se uma vez ou outra com o piquenique na praia, com direito a frango frio com ovos e farofa.
Mas os nossos políticos têm uma história diferente. Via de regra são irmãos, filhos, esposas ou factóides de políticos mais antigos, que, via de regra tiveram a mesma origem. Tudo isso com muito dinheiro para injetar em campanhas de luxo. Ou então são empresários bem sucedidos que desejam conhecer o poder político, mas sem nenhum compromisso com as bases. Aliás, as bases são usadas por todos como uma equação matemática que resulta na sua eleição. Os eleitores são apenas números colocados à direita, à esquerda ou no centro.
Desafio qualquer um a apresentar políticos com uma história comunitária. Claro, sempre haverá exceções. Mas são raras e honrosas.
Mas o que é feito então dos autênticos líderes comunitários? Bem, esses continuam sua luta sempre se lamentando de não terem oportunidade na política. E essa falta de oportunidade se reflete no pequeno ou nenhum poder aquisitivo para poderem enfrentar uma campanha onde só os poderosos têm vez.
O que nossos honrados e valorosos líderes comunitários ainda não entenderam é que existe algo maior que dinheiro para enfrentar uma campanha. Esse algo se materializa na verdadeira união que precisam buscar em seu próprio meio. Ao invés de lançarem múltiplas candidaturas, sem poder para enfrentar os gastos, ou apoiarem algum candidato sem vida comunitária, deveriam se concentrar em uma ou duas lideranças e trabalharem os seus nomes em toda a cidade. Seria a revolta dos oprimidos, a derrubada da mesa, a mudança de rumo, ou seja lá o nome que se queira dar.
Essa idéia sem dúvida irá assustar os políticos sem comunidade.
A palavra chave é UNIÃO.
É a única forma de se começar a fazer política no verdadeiro sentido grego da palavra. Política transformada em serviço comunitário, por aqueles que vieram das comunidades, e não a política usual de se tirar vantagem de tudo, a que estamos acostumados a presenciar.
As eleições vêem aí. É a hora e vez do povo se expressar através de seus verdadeiros líderes comunitários. É uma longa caminhada. Mas lembrem-se do provérbio chinês que assegura: Uma grande caminhada começa com um primeiro passo.

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