A Justiça e a OAB
O que vem acontecendo, em matéria de morosidade processual, prejudicando a todos que recorrem à justiça, é alarmante. Embora as custas e principalmente a taxa judiciária sejam altíssimas, o que daria para bancar um ótimo aparelho judiciário, o que se vê é que falta praticamente tudo em nossos cartórios: Poucos computadores e obsoletos; poucos serventuários, e em alguns cartórios, serventuários que não sabem que, por força de lei, o advogado deva ter o mesmo tratamento dado ao Magistrado e ao Representante do Ministério Público; salas destinadas aos cartórios de pequeno tamanho e espaço para os advogados menor ainda, o que obriga os profissionais a se espremerem como em uma lata de sardinhas; pequeno número de juízes, que só dão um expediente, e assim, pilhas e pilhas de processos que levam mais de seis meses para serem despachados; audiências marcadas a perder de vista; sistema de banca única inoperante, ineficiente, e humilhante para o advogado, que perde muito tempo e tem pouca atenção do serventuário. Esses itens apontados são apenas alguns que precisam de solução mais urgente.
E a OAB?
Os advogados e os cidadãos esperam que a OAB exija solução por parte do estado para tamanho pouco caso em que vive a Justiça. Medidas urgentes precisam ser tomadas, como demonstração de repúdio a esta situação, frente ao Fórum, aos Tribunais e ao Governo do Estado. Não é aceitável que uma das classes mais bem preparadas do país para exercer e defender os direitos da população se cale ante tal descalabro.
É a hora e a vez da OAB.
Os advogados e o povo estão aguardando ansiosos.
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