CAMINHEIRO
Estou sentado em um banco de praça.
Vejo as pessoas passarem, solitárias ou em grupos,
Cada uma vivendo o seu mundo,
Indiferentes ao mundo a sua volta.
Passa por mim um homem de cabelos esbranquiçados,
Olhos perdidos no infinito,
Alheio a tudo e a todos.
De onde vem, qual seu destino,
O que pensa e que ideal acalenta?
O que é a vida?
Uma simples evolução de um elo perdido?
Apenas continuar a viver, procriar e morrer?
Onde ficam todos os sonhos e aspirações
Que brotam de nossas almas inquietas?
O mundo mórbido grita:
- Corre, caminheiro do nada!
A mente sábia pondera:
- Acalma o passo, caminheiro do infinito!
Respiro fundo e fico atento:
- É hora de olhar em volta,
Tomar conhecimento de meus semelhantes,
Ver que não estou só,
E que esta caminhada é de todos.
Seja o que for, vimos do mesmo lugar
E caminhamos para o mesmo lugar.
Mas o coração abrasado me diz que não somos apenas pó.
Que tanto amor, tanta emoção e tantos sonhos,
Não podem simplesmente findar;
Que o corpo pode evoluir,
Mas a alma simplesmente cresce,
Pois é dom de sabedoria
E não pode ser encarcerada em medidas finitas.
De onde vim?
Agora eu sei: do gênesis do Amor.
Quem sou?
Caminheiro: caminheiro do amor.
Para onde vou?
Para a fonte do amor.
Seu nome?
- DEUS!
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